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COMO CALCULAR A RELAÇÃO DAS MARCHAS

Dicas de Edu Capivara

Você precisa fazer esse cálculo antes de escolher a coroa e o super cog para sua MTB!

Atualmente tem muito ciclista trocando a relação da MTB de 3 coroas para 2 e até mesmo para 1, e muitos deles não sabem se a relação vai ficar mais leve ou mais pesada.
Entenda como funciona esse cálculo e quando essas combinações são equivalentes.

Bikes com coroa única são mais fáceis de pilotar, mas dependendo do tamanho da coroa, pode faltar        redução ou velocidade final.

 

Para entender quanto sua bike vai render com determinada relação, é só dividir o número de dentes da coroa pelo número de dentes do pinhão ou cog.
Como exemplo, vou pegar um relação antiga, de uma MTB aro 26: 48×12 – 48 dentes na coroa e 12 dentes no cog. Isso dá 4, ou seja, cada volta na coroa dá 4 voltas na roda.

Parece fácil não é, mas o pessoal se confunde quando o resultado começa com 0, alguma coisa, veja o exemplo de uma relação de MTB com coroa única e super cog:
34×42 – 34 dentes na coroa e 42 dentes no super cog. Isso dá 0,809. Quer dizer que cada volta na coroa faz a roda traseira girar 0,809 de volta, menos de 1 volta completa, ou seja, é bem reduzida, mas será que é suficiente para enfrentar qualquer subida?

Hoje, muitas bikes de XC e All Mountain saem da fábrica com coroa única.                                             Hoje, muitas bikes de XC e All Mountain saem da fábrica com coroa única.

A combinação 34 na coroa e 42 no cog dá como resultado 0,809 – menos de 1 volta completa na roda por volta na coroa

Então se você tem uma MTB aro 29 com 2 coroas e quer deixar ela com apenas 1 e um super cog para enfrentar subidas, veja como fazer a comparação:
A pedivela original tem coroas de 38 e 24 dentes, então sua maior redução é 24×36 – 24 dentes na coroa e 36 dentes no cassette, e isso dá 0,666 voltada na roda, pouco mais de meia volta na roda a cada volta na coroa!
Sua marcha mais pesada é 38×11 – 38 dentes na coroa e 11 dentes no cassette, isso dá 3,45 voltas na roda.

Se você colocar por exemplo 1 coroa única de 36 dentes e super cog de 42 dentes, a redução nessa marcha será de 0,857 volta na roda por volta na coroa, ou seja, ficou mais pesada que a relação original, é 0,666 contra 0,857.
0,857 está mais perto de completar 1 volta na roda, e 0,666 é pouco mais de meia volta, e assim você roda um pouco menos por volta na roda, mas faz menos força!

Bike com 2 coroas usando 24×36 (primeira marcha) dá 0,666 volta na roda por volta na coroa – menos de 1 volta completa.
A primeira marcha de uma bike com coroa 34 e super cog de 42 dentes, roda 0,857 volta na roda, portanto um pouco mais pesada que a relação original.

Para ter uma relação próxima da original, a coroa deveria ser de 30 dentes, mantendo o super cog de 42 dentes, e isso daria 0,714, que é pouca coisa mais pesada, mas por outro lado, com essa relação, sua velocidade fina cai, passa a ser 30×11, que dá 2,72 voltas na roda por volta na coroa, antes era 3,45!

Com coroa única de 30 dentes, a marcha mais pesada (coc 11 dentes no cassette), gera apenas 2,72 voltas na roda por volta na coroa.

Por isso é muito importante definir bem como você quer pedalar, se for uma trilha fechada, técnica, uma prova tipo short track, a coroa única resolve, é mais leve e mais fácil de usar, mas se for pra rodar no estradão, trilhas e provas longas, é melhor manter a bike com coroa dupla ou apelar para os novos cassetes 11×46 e 10×50, assim você poderá usar coroas maiores, sem perder final nem redução.

Para rodar com coroa única maior, mantendo boa velocidade final, foi necessário aumentar o tamanho dos cogs de redução, que agora tem 46 e 50 dentes.

Fonte: http://www.pedaleria.com.br

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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